O Sistema de Transferência, Triagem, Tratamento e Valorização de Resíduos da RAM assenta sobre diversos circuitos de resíduos, que variam consoante o tipo de recolha ou a especificidade de cada fluxo de resíduos.
Os resíduos provenientes da recolha selectiva podem ser divididos em quatro categorias, em termos dos circuitos que percorrem:
- Resíduos de embalagem
- Fluxos específicos de resíduos
- Resíduos orgânicos
- Outros resíduos recolhidos selectivamente
No caso dos resíduos de embalagem, a sua recolha na Região é da competência das autarquias. Cada município providencia os seus próprios circuitos de recolha dos resíduos recicláveis, que são depositados pelos munícipes nos diversos Ecopontos existentes para o efeito. Alguns Municípios dispõem também de serviços de recolha de resíduos ao domicílio.
A Valor Ambiente disponibiliza também espaços públicos para deposição de resíduos, os chamados Ecocentros. Qualquer cidadão pode entregar directamente nos Ecocentros os seus resíduos, na maioria dos casos gratuitamente, garantindo assim que esses terão um tratamento adequado.
Resíduos de embalagem
Os resíduos de embalagem subdividem-se essencialmente em quatro tipos, já familiares aos lares madeirenses e a quem os deposita nos Ecopontos: papel/cartão, vidro, plástico e metal.
Os resíduos de papel/cartão e vidro provenientes dos Ecopontos, dos Ecocentros e da recolha selectiva porta-a-porta são enviados para a Estação de Triagem da Madeira (ET), no Porto Novo, à excepção dos que são recolhidos no concelho do Funchal, pois têm sido processados na Estação de Transferência do Funchal.
Quanto aos resíduos de embalagem de plástico e metal, são todos direccionados para a ET, onde, após triagem (ou separação), enfardamento e acondicionamento, são encaminhados, através da Sociedade Ponto Verde (SPV), para a indústria recicladora.
No caso do Porto Santo, os resíduos de embalagens são transportados directamente para reciclagem no Continente, após operação de triagem e enfardamento.
O que são resíduos de embalagens?
Fluxos específicos de resíduos
O encaminhamento de vários fluxos específicos de resíduos para valorização, tratamento e,ou destino final adequado é da competência da Valor Ambiente. É o caso das pilhas e acumuladores usados, dos óleos lubrificantes usados, dos pneus usados, dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE), das embalagens e medicamentos fora de uso, das embalagens de produtos fitofarmacêuticos e dos óleos vegetais usados.
Cada um destes fluxos de resíduos percorre um circuito específico até à entrega à respectiva entidade gestora ou a um operador devidamente licenciado.
Fluxos de resíduos com entidades gestoras
Outros fluxos específicos de resíduos
Resíduos orgânicos
Os resíduos orgânicos integram os que são biodegradáveis, como por exemplo os chamados verdes (ramagens, resíduos de jardins e parques e alguns resíduos agrícolas) e os restos de alimentos.
Actualmente, a Valor Ambiente valoriza os resíduos verdes, através do processo de compostagem efectuado na Instalação de Compostagem da ETRS da Meia Serra, que dá origem a um composto orgânico com propriedades de corrector de solos.
Outros resíduos recolhidos selectivamente
Existem ainda outras tipologias de resíduos que actualmente são recolhidos selectivamente ou entregues pelos respectivos detentores e,ou produtores na ETRS da Meia Serra e no CPRS do Porto Santo, dos quais se destacam:
- Resíduos hospitalares;
- Subprodutos animais não destinados ao consumo humano;
- Resíduos da indústria agro-alimentar;
- Resíduos de ETAR's;
- Resíduos de construção e demolição;
- Monstros.
Estes resíduos são encaminhados para valorização, tratamento e,ou destino final adequado, designadamente, incineração e deposição em aterro sanitário, entre os principais.